MATRIMÔNIO: respeito entre os cônjuges e submissão da esposa
Por: Padre Del Greco, Compêndio de Teologia Moral.
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Artigo III
Deveres mútuos dos cônjuges
193. Os cônjuges têm deveres mútuos e deveres particulares. Os deveres mútuos, são: o amor, a ajuda recíproca, a coabitação, a fidelidade conjugal.
- Os cônjuges devem amar-se. É este o maior de todos os bens matrimoniais. Pecam gravemente quando, sem necessidade, contra a vontade da outra parte, vivem por muito tempo separados.
- Devem ajudar-se mutuamente, quer nas necessidades espirituais, quer nas corporais (cân. 1013).
- Devem coabitar na mesma casa, comer à mesma mesa, dormir na mesma cama (cfr. cân. 1128).
Separar-se do cônjuge por longo tempo, sem motivo justificado, e contra a vontade dele constitui pecado grave. Nas circunstâncias que dizem respeito à vida conjugal em comum, o direito de decidir pertence ao marido.
O dever da coabitação, que é essencial no matrimônio, traz por consequência ser, para longas ausências, necessário o consentimento do outro cônjuge. (cfr. I Cor VII, 5; cfr. também n. 667).
Quanto ao "debitum conjugale", o direito é igual de ambas as partes (I Cor VII, 31 s.; cân. 1111). A recusa caprichosa é pecado mortal, a não ser que seja exigido demasiadamente, ou em estado de embriaguez, ou quando traz dano considerável para a mãe ou para o filho, no caso de gestação.
1. Deveres particulares do esposo.
O esposo, como chefe da casa, tem o dever do governo e da administração da casa. Peca, por isso, gravemente, se com palavras, com trabalho excessivo, com açoites, maltrata a esposa; se negligencia o governo da casa, esbanjando os seus bens; se impede a esposa de cumprir com os seus deveres religiosos, ou se lhe nega a alimentação necessária ao sustento.
II. Deveres particulares da esposa.
Peca gravemente a esposa que com injúrias ou com obras provoca a cólera do marido; que, por desprezo ao marido, quer tomar as rédeas da casa, ou que indevidamente interfere na administração dos bens. Pode, porém, ela dirigir a casa, se verifica que o marido não cumpre esta obrigação (que é um direito para ele) sem justa causa, ou que é inepto para tomar conta da casa e administrá-la (cfr. Ge- nicot-Salsmans I., 353).