Devotio Moderna, Monasticismo e Missão na América Hispânica

30/12/2024

Tradução: Prof. Gabriel Sapucaia

Autor: Pe. Javier Ravasi

Devotio Moderna, Monasticismo e Missão na América Hispânica


"A magnificência da catedral gótica busca honrar a Deus; a pompa do barroco jesuíta, atrair o público" (Gómez Dávila).

Há algum tempo, escrevemos um texto intitulado "A Devotio Moderna: características e sintomas de um católico tradicional".

Esse texto não pretendia ser mais do que um simples resumo de leituras e reflexões sobre a crise de espiritualidade que boa parte do mundo católico enfrenta nos dias de hoje. Para nossa surpresa, o opúsculo – ou partes dele – parece ter tido uma repercussão significativa1, o que nos levou a pensar que não éramos os únicos interessados nesse tema, ao mesmo tempo tão esquecido e importante para o mundo católico.

O que apresentamos agora, como continuação, é fruto de leituras, reflexões e conversas com amigos que, de diferentes perspectivas, tentam compreender o atual processo pelo qual passa a Igreja militante nas terras americanas.

O pensamento expresso na citação inicial reflete uma corrente da espiritualidade católica que nos conduz a inúmeras conclusões.


1) Teocentrismo Medieval e Antropocentrismo Renascentista

O homem do Ocidente medieval, herdeiro do homem tradicional greco-romano, era distinto de nós. Embora tão humano quanto eu ou você, ele possuía uma maneira diferente de enxergar a realidade, uma cosmovisão singular.

Em uma de suas obras fundamentais, Carlos Disandro explica:

"Na primeira parte do Credo [niceno-constantinopolitano] – que se refere à primeira Pessoa da Trindade – ouvimos a seguinte afirmação: Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium (...). Existe, portanto, um cosmos de realidades visíveis e outro de realidades invisíveis"2.

Deus, sendo absolutamente simples, criou, por sua multiforme graça e vontade, uma pluralidade de seres que dependem d'Ele em seu ser e agir.


O Cosmos Medieval

A afirmação de um mundo composto por realidades visíveis e invisíveis, centrado em Deus, distingue o homem medieval do homem moderno3. Para ilustrar essa cosmovisão, uma figura geométrica pode ser útil:

"O cosmos visível está imerso no cosmos invisível; é um universo de sinais que, de certa forma, o manifestam; é uma organicidade viva que o propõe e o torna evidente nos mais altos níveis da contemplação (...). O primeiro princípio, natural ao antigo, corresponderia a dois círculos concêntricos: o mais externo representaria a imagem dos invisibilia Dei; os internos, por sua vez, os visibilia Dei. O teandrismo de Cristo é o centro absoluto dessa representação"4.


O Declínio da Harmonia Medieval

No final da Idade Média, essa harmonia começa a se deteriorar, fragmentar-se e, finalmente, extinguir-se. Os círculos passam a ser excêntricos e tendem à tangencialidade. Essa mudança culmina na plenitude do Renascimento.

"É característico do Renascimento conceder uma certa autonomia à natureza (ou seja, ao cosmos visível), conferindo-lhe uma espécie de categoria divina, mesmo sem considerar as implicações do panteísmo"4.

A Separação do Homem de Seu Criador no Renascimento

A partir do chamado Renascimento, o homem começou a se separar e se independizar de seu Criador. Mas como isso aconteceu? Por uma soma de fatores que apenas nomearemos de forma desordenada: o nominalismo imperante, a Peste Negra, os novos descobrimentos, o abandono do pensamento de Santo Tomás de Aquino, o Cisma do Ocidente, entre outros tantos elementos impossíveis de listar.

O fato é que o homem dos séculos XIV e XV gradualmente perdeu sua cosmovisão tradicional e medieval, afastando-se dos invisibilia Dei para focar nos visibilia e, dentre eles, no visibilium por excelência: o próprio homem.


As Consequências da Ruptura

Essa ruptura não foi sem custo. Caindo do mundo invisível, o homem começou a perder o princípio e fundamento que aquele lhe proporcionava. Como aponta Disandro:

"Essa consciência, tão nítida no barroco (ou em algumas de suas manifestações mais decisivas), gera um processo de acumulação expressiva (seja na arte, seja nas ciências, seja na religião). Porque agora é necessário cobrir o vazio existencial com contextos acumulativos e estratificados que afastem o abismo do infinito"1.

Em outras palavras, o homem, abandonado a si mesmo, começou a experimentar o vazio existencial. Quem já leu a literatura do Século de Ouro espanhol perceberá esse espírito (com perdão do hegelianismo) em autores como Quevedo, Lope de Vega ou Góngora, cujas expressões, quase nietzschianas avant la lettre, refletem o vacuum vitae experimentado por muitos.


A Ação da Devotio Moderna

É nesse contexto que a corrente da Devotio Moderna, que começou a se insinuar no final do século XIV e floresceu com vigor na primeira metade do século XV, passou a expressar seu esplendor em parâmetros bem diferentes da espiritualidade medieval tradicional2.

Como já discutido no artigo anterior, aqui mencionamos apenas algumas de suas características principais:

  1. Relegação do monasticismo tradicional, com uma ênfase em uma piedade individualista e subjetiva, que rejeita qualquer raiz no culto litúrgico, preparando o terreno para a ideia central da Reforma Luterana: a justificação pela fé3.
  2. Equiparação entre vida contemplativa e vida ativa, com a última se tornando a essência da vida religiosa. O homem, agora centrado em si mesmo, deve "agir", pois tudo depende dele.
  3. Relegação da vida intelectual, teológico-mística, com desconfiança da inteligência. Essa característica influenciou tanto a corrente protestante quanto as teologias e filosofias "cristãs" subsequentes.
  4. Abandono do magistério espiritual tradicional; os Santos Padres da Igreja, por exemplo, começaram a ser esquecidos ou ignorados no estudo e na pregação, provocando um corte qualitativo difícil de reparar.
  5. Tendência psicologista e moralizante, que coloca o foco da vida religiosa em uma espécie de domínio e uso da vontade e das emoções, tanto por parte da alma devoto-moderna quanto de quem atua como seu diretor ou guia espiritual.
  6. Aparição e multiplicação de métodos e regulamentos de vida para condução espiritual e moral.

Impacto na Evangelização do Novo Mundo

Com as características da Devotio Moderna resumidas, cabe agora analisar de forma breve como essa espiritualidade pode ter influenciado, se é que influenciou, a evangelização do Novo Mundo.


2. A Espiritualidade que Chegou à América

A urgência de combater o protestantismo, a decadência das ordens monásticas e o ambiente vivido na Espanha do século XV – ainda que esta fosse mais "medieval" em comparação às suas nações vizinhas – constituíam a realidade que conduziria a grandiosa tarefa de transplantar um mundo inteiro em outro. Tratava-se de conquistar e evangelizar, conforme o mandato papal. E a Espanha ofereceu o que era: ela mesma.

Quanto à evangelização, como ocorreu? Por meio das ordens apostólicas e missionárias (franciscanos, dominicanos, mercedários, etc.) e, mais tarde, com a Companhia de Jesus, que, em seus primórdios, prometia ser a cavalaria leve da Igreja.

E as ordens monásticas? Estas tiveram pouca ou nenhuma influência direta na evangelização. Felipe II, por exemplo, chegou a proibir o envio de ordens contemplativas. Por quê? Por dois motivos principais:

  1. A urgência da evangelização: era necessário "apostolar" ativamente milhões de almas que não conheciam o nome de Jesus.
  2. A decadência das ordens contemplativas na Europa: muitas viviam de rendas e gozavam de péssima reputação, como recorda o trabalho de reforma espiritual de Isabel, a Católica, São João da Cruz e Santa Teresa na Espanha1.

O Catolicismo que Chegou à América

Foi o religioso de vida ativa – ou, melhor, de vida mista – que partiu para a América, levando consigo o catolicismo vivido na Europa de então, particularmente o espanhol. Gostemos ou não, esse foi o catolicismo que chegou até nós.

O crítico Carlos Disandro, um severo opositor da modernidade e da espiritualidade barroca, afirma que essa evangelização, apesar de seus méritos, restringiu:

"Todo acesso à experiência do Mistério Cristão, abolindo as vias de participação no Culto e relegando o significado primordial da palavra laudante, elo operativo entre os visibilia e os invisibilia Dei. É precisamente essa mentalidade barroca que determina o vínculo religioso, espiritual e cultural da América. Desde o início do século XVI, o barroquismo religioso extinguiu o vigor contemplativo e converteu a antiguidade em modernidade"2.


Crítica Justa?

Essa crítica é válida? Todos os missionários que vieram para as terras americanas eram filhos de seu tempo. Contudo, é justo dizer que extinguiram o "vigor contemplativo" ou que impediram o "acesso ao Mistério Cristão"?

Se assim fosse, como explicar os numerosos santos missionários de vida contemplativa exemplar, como Santa Rosa de Lima ou Santa Teresa dos Andes? Como explicar a gigantesca obra realizada pela Companhia de Jesus, mesmo com suas falhas?

A crítica de Disandro parece exagerada e simplista.


Havia Outra Opção?

Naquela época, seria possível enviar apenas monges em vez de missionários? Não.

As circunstâncias históricas já descritas demonstram que isso não seria viável nem conveniente. Afinal, o apóstolo vem primeiro; o monge, depois.

Fray Petit de Murat, um intelectual dominicano, observou que, embora a obra da Espanha tenha sido titânica, ela era incompleta porque faltava o monasticismo. Ele argumenta que essa lacuna deixou marcas no DNA espiritual da América. Em suas palavras:

"Nossas formas de apostolado sofrem de uma debilidade intrínseca. Há muita agitação. Multiplicam-se atividades e instituições até a exaustão. Sacerdotes e religiosos se dividem em várias tarefas que se sobrepõem, sufocando umas às outras. Os fiéis abnegados, verdadeiramente militantes, sofrem porque sua própria ação seca o espírito devido à organização complexa de reuniões e atos. Jovens sem maturidade espiritual querem servir a Cristo mais nos outros do que em si mesmas (...). Espanha não completou sua obra na América; há regiões extensas sem clero, onde a fé católica se baseia apenas nas lembranças profundas do que aqueles missionários plantaram. A poderosa corrente missionária espanhola foi frustrada em parte, porque não se consumou em seu fruto lógico: a fundação de mosteiros"3.

Petit de Murat continua:

"O ativismo atual alcançou um resultado inesperado: expôs sua impotência intrínseca para converter almas. A atividade apostólica, quando não emana de uma contemplação amadurecida de Cristo e seus Mistérios; quando busca nutrir-se de si mesma ou, no máximo, de substitutos insípidos da vida monástica (como ensinar aos fiéis que podem unir-se a Deus apenas com missas frequentes, comunhão entre ônibus e escritório, meia hora de meditação e um diretor espiritual), deriva em agitação vazia. Em vez de converter, aumenta a confusão e o desconcerto (...). Sem purificação adequada que permita à graça santificante fluir plenamente na alma, o Espírito Santo não age como deveria em meio a tantos resíduos individuais e mundanos"4.

Apesar das verdades afirmadas por Fr. Petit de Murat, discordamos de sua visão. Nem a obra da Espanha, nem a própria Espanha, podem ser culpadas por nossos males espirituais. Pelo contrário, foi graças a ela, que morrendo para si mesma, ocorreu a plantatio Ecclesiae nas terras americanas.

É verdade que teria sido ideal fundar mosteiros tradicionais e observantes, com monges de grande santidade, junto aos missionários ou após eles. Contudo, a história é o que é, e não o que gostaríamos que tivesse sido.

O monasticismo na América ainda está por ser fundado. Mas isso não é culpa da Companhia de Jesus, nem da Espanha, nem de Felipe II. Se há alguma culpa, ela é nossa, hoje, ou dos monges relaxados de antigamente. Seria interessante investigar as causas do relaxamento monástico renascentista.

Alguns, sem experiência nas missões ad gentes ou com um romantismo utópico, tentam comparar o método de evangelização da Europa com o que seria ideal para a América. É justa essa hipótese? Absolutamente, não.

O Velho Mundo foi evangelizado sob circunstâncias muito diversas. Primeiro vieram os pregadores apostólicos, que plantaram a Igreja (plantatio), e só depois, os monges e eremitas a conservaram (conservatio) por meio do culto e da cultura. É verdade que, em certos momentos, o monasticismo ocidental foi um foco de atração, com seus campos, trabalhos e escolas. No entanto, seria possível aplicar esse método à América idolátrica e incivilizada recém-descoberta? Possivelmente sim, mas provavelmente não, como já apontado acima no contexto histórico.

Pensar que a Igreja poderia ser plantada exclusivamente pelo monasticismo em um lugar como a América, ou qualquer outro, é um angelismo utópico. Se o monasticismo fosse suficiente para propagar a Boa Nova, então Nosso Senhor teria escolhido uma vida exclusivamente contemplativa para si e para seus apóstolos.

Como explica Santo Tomás, a vida mista – que combina a contemplação e a ação – é ainda mais perfeita do que a meramente contemplativa1. Cristo escolheu enviar os apóstolos para evangelizar e converter, e não para fundar mosteiros.

Petit de Murat aponta que:

"O missionismo que não culmina na fundação de mosteiros, cedo ou tarde, acrescenta à Igreja não santos, mas apenas simpatizantes e afiliados"2.

Embora entendamos o que ele quis dizer, considerar que "a vida monástica é a única capaz de dar o ambiente adequado para o desenvolvimento dos sacramentos"3 é uma hipérbole. Se isso fosse verdade, São Paulo jamais teria alcançado a santidade.

Concordamos que sem a conservatio Ecclesiae proporcionada pela vida monástica ou mista, a plantatio Ecclesiae pode perecer. Isso é indiscutível, especialmente hoje, em meio ao processo de desacralização que afeta o culto e a cultura da Igreja.

Contudo, acreditar que a solução seria apenas a fundação de alguns mosteiros beneditinos em áreas missionárias é uma puerilidade. Como escreveu Disandro:

"A ruptura vivida pela América Latina no século XX é o término de um processo intrínseco à mentalidade que fundou ou contribuiu para fundar a Hispano-América. A ruptura com o sagrado se instalou em todos os estratos da vida hispano-americana (...). Há uma tentação frequente de reduzir a tarefa cristã à realização de 'espetáculos de massa': missas com enorme participação, campanhas de comunhão com números impressionantes, e afirmações propagandísticas que começam por reunir multidões e terminam em delírios de fervor público. Embora isso possa ser necessário em determinadas circunstâncias, é marginal para a tarefa cristã e deve ser friamente considerado no contexto religioso hispano-americano"4.

A Obra Espanhola: Um Espírito de Cruzada

Disandro provavelmente referia-se ao Congresso Eucarístico Argentino (Buenos Aires, 1934), no qual multidões aclamaram o Jesus Sacramentado pelas ruas. Concordamos que tais "espetáculos de massa" podem ser infecundos se não forem acompanhados de trabalho contínuo após o fervor inicial. No entanto, não é racional condená-los a priori.

Devemos aplicar aqui o princípio do "et...et" (isto e aquilo), e não do "aut...aut" (isto ou aquilo). Desde que realizados com dignidade e esplendor litúrgico, esses eventos podem ser um serviço latrêutico e uma introdução a uma espiritualidade mais profunda.

Por fim, é injusto afirmar que a Hispano-América nasceu sem referência à Idade Média5. Ainda que a Espanha dos séculos XV e XVI fosse influenciada por aspectos da Devotio Moderna, não podemos ignorar que foi ela, com um puríssimo espírito de cruzada, que empreendeu a conquista, oferecendo o melhor de si e implantando na América instituições de origem medieval.

Resumindo: a espiritualidade que chegou à América, pelos fatores históricos mencionados, foi eminentemente ativa, apostólica e missionária. Mesmo que alguns de seus protagonistas estivessem imersos nos males de sua época, isso não impediu a realização da obra épica e historicamente insuperável que Deus, em Sua misericórdia, realizou por meio da Espanha.

Diante das circunstâncias, podemos nos perguntar: poderia ter sido feito de outra maneira? Acreditamos que não.


3. Um Caminho para Completar a Evangelização

A plantatio Ecclesiae foi realizada; agora é necessária a conservatio. Mas como? Talvez nos arriscando a fazer o que já foi tentado em outras épocas.

A Fé na América tem apenas quinhentos anos – menos do que o tempo que decorreu entre a paz de Constantino e o auge da Idade Média! Assim como na Europa houve momentos de crise e de grandeza, é necessário não só continuar a obra evangelizadora, livre de todo devoto-modernismo, mas também complementá-la com a implantação do monasticismo tradicional, que permita conservar o que foi plantado.

Hoje, na Europa apóstata, são os mosteiros tradicionais que estão voltando a ser essas fortalezas perenes de louvor a Deus. É para lá que devem convergir nossos esforços, para recuperar esse imenso tesouro da cristandade.


Uma Anedota Inspiradora

Há cerca de um ano, com um grupo de jovens universitários, estávamos hospedados na abadia beneditina de Fontgombault, na França. Seus maitines, seus sinos e sua liturgia tradicional nos fizeram experimentar um vislumbre do que deve ter sido o monasticismo medieval.

As paredes do mosteiro têm mais de mil anos, mas apenas no início do século XX, graças ao sonho de alguns apaixonados pelo monasticismo, a tradição monástica pôde ser restaurada.

Durante nossa estadia, pedimos uma audiência em grupo com o abade. Para nossa surpresa, ele não estava presente, pois estava em visita a uma nova fundação. Fomos então recebidos por um jovem prior, de não mais de trinta e cinco anos.

Depois das perguntas de praxe – "O que vocês fazem? Como é o vosso horário?" – tomei coragem e, com certa ousadia, pedi publicamente:

"Por favor, fundem uma abadia assim no meu país, a Argentina."

Sua resposta foi memorável:

"Padre, nenhum problema! É muito simples: que venham passar aqui uns cinco ou seis anos, um grupo de 12 ou 13 jovens argentinos; que aprendam o que é ser um monge beneditino e depois regressem ao seu país para fundar uma abadia que seja mãe de outros mosteiros…"

Fiquei pensando e logo me ocorreu:

"E quem sabe se esses 12 ou 13 já não nasceram?"


O Chamado à Ação

Porque "não há nada a guardar, há que dar. Não há nada a restaurar, há que criar. Não há nada a custodiar, há que fundar"1.

A América tem apenas quinhentos anos voltada para Deus; agora é o momento de continuar a obra que foi iniciada.


Pe. Javier Olivera Ravasi
Himalaia, 30 de dezembro de 2016

Notas de Rodapé

  1. Foi-nos solicitado permissão para traduzir o texto para outros idiomas.

  2. Carlos A. Disandro, "España y el hombre barroco. Epílogo para hispanistas", em Tres poetas españoles, La Hostería Volante, La Plata, 1967, p. 160. Embora Disandro fosse um intelectual privilegiado e de grande brilho, temos profundas diferenças com ele, tanto em sua perspectiva eclesiológica e filosófica quanto em sua atuação prática, especialmente no final de sua vida.

  3. "O homem é o centro do mundo, de tudo o que foi criado – tanto visível quanto invisível – porque nele se articulam de maneira única os dois níveis [o espiritual e o corporal]. Tudo o que o homem antigo-medieval acredita, pensa, imagina, cria ou produz, obedece a essa norma universalíssima e absoluta" (Carlos A. Disandro, "España y el hombre barroco. Epílogo para hispanistas", p. 162).

  4. Ibidem, pp. 163-164. Os destaques em negrito são nossos.

  5. Ibidem, p. 165.

  6. Já resumimos, em nossa opinião, as características principais dessa corrente de espiritualidade. Aqui apresentamos as que o prof. Disandro propõe, com alguns acréscimos próprios (cf. Carlos A. Disandro, El breve que abolió a la Compañía de Jesús, La Hostería Volante, La Plata, 1966, p. 5).

  7. Carlos A. Disandro, El breve que abolió a la Compañía de Jesús, p. 5.

  8. "Careciam de impulso fundacional e, por isso, cederam espaço aos mais novos frades" (A. Linage Conde, "El monacato en la América virreinal", em: Quinto Centenario, Madrid, Universidad Complutense, vol. 5, 1983, p. 75). Sobre o tema, pode-se consultar o trabalho da Dra. Andrea Greco de Álvarez, La Vida Contemplativa y la Evangelización de América.

  9. Carlos A. Disandro, "España y el hombre barroco. Epílogo para hispanistas", pp. 178-180.

  10. Fr. Mario Petit de Murat, Carta a un trapense.

  11. Ibidem.

  12. Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-IIae, q. 188, a. 2.

  13. Ibidem.

  14. Fr. Mario Petit de Murat, Carta a un trapense.

  15. Carlos A. Disandro, Argentina bolchevique, La Hostería Volante, La Plata, 1960, p. 24.

  16. Ibidem, p. 28.

  17. É especialmente curioso que alguém como Disandro, defensor da contemplação e da vida intelectual, tenha promovido em seus últimos anos o ativismo e até mesmo a luta armada em favor (nem mais, nem menos!) do peronismo.

  18. Carlos A. Disandro, "España y el hombre barroco. Epílogo para hispanistas", p. 183.